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Performance de Andressa Cantergiani. Vivemos num constante assédio de imagens que fetichiza e objetifica o corpo feminino. Ao mesmo tempo somos induzidos a ser a essa imagem. A ditadura da beleza é escorregadia, instável e insustentável em tempos de corpos dissidentes e diversos. É tão falsa que desaparece, como o gelo que derrete e a performance que acaba. É tão ilusória como o momento político que em que passa o Brasil. Miss take é a eterna condição de erro da sociedade brasileira, da falsa ascensão da cultura dos anos 2000 e sua queda, da visão social e política do que é arte pelos olhos conservadores que a colocam novamente em tabus e falsas verdades. Miss take é o erro do erro em tempos de pós-verdade.

Formado em 2010 com a intenção tocar covers de sucessos do rock cantado em espanhol, o Conjunto Musical La Digna Rabia foi, desde então, incorporando composições próprias, novos integrantes e novas sonoridades até chegar ao formato atual em que percorrem um mapa sonoro do continente latino-americano, costurando gêneros como a cumbia (afro-colombiano), o ska (anglo-caribenho), os corridos (mexicanos) ou o reggaeton (porto-riquenho) numa fusão conduzida por uma pegada de tradição roqueira. A formação atual reúne sete músicos, com destaque ao naipe de metais, percussões e sintetizadores. Nessa trajetória, foram lançados três EPs – La Digna Rabia (2012), Conexión Chiapas (2013) e Ni Olvido, Ni Perdón (2018) – e um CD, intitulado “Conjunto Musical La Digna Rabia y el Increíble Baile Calavera” (2016). Além de já ter participado de alguns dos principais festivais do Estado, a banda é presença frequente em manifestações callejeras e ocupações, onde expressam sua origem política libertária.

O Maracatu Truvão comemora 15 anos bem vividos em 2019. E com todas as boas vibrações de sua juventude, apresenta os tambores, danças e cantos das nações de maracatu de baque virado de Pernambuco – Estrela Brilhante do Recife, Porto Rico, Leão Coroado, Estrela Brilhante de Igarassu, Baque Forte – que fazem parte do repertório do grupo, além de músicas autorais. O grupo vem se apresentando em eventos da cidade, como o Noite dos Museus, Bienal do Mercosul, Virada Sustentável, entre outros. Promove uma vez ao mês, junto com o Afro-Sul Odomode, o Domingo Cultural, evento já tradicional na cidade, sempre no segundo domingo de cada mês e também cortejos ao ar livre, abertos à comunidade. O Truvão tem movimentado a cena do gênero no sul do país. Anualmente traz mestres e batuqueiros do Recife para ministrar oficinas e trocar aprendizado com seus integrantes. Em 2014 teve um projeto contemplado no FAC-RS (Fundo de Apoio à Cultura) que possibilitou a vinda dos mestres Chacon Viana (Nação do Maracatu Porto Rico) e Joana D’arc (Nação do Maracatu Encanto do Pina e Baque Mulher), além de uma série de apresentações gratuitas em São Leopoldo, Alvorada, Osório e vários de bairros de Porto Alegre. Desde então, trouxe outros mestres como o Mestre Toinho – atualmente no Baque Forte – que é uma das personalidades mais antigas do maracatu do Recife, e o Mestre Afonso, do Leão Coroado, recentemente falecido. Também esteve por aqui em 2018 o batuqueiro Rumenig Dantas, da Nação Porto Rico e o mestre Gilmar do Estrela Brilhante do Igarassu.

Os compositores João Ortácio, Pedro Borghetti, João Salazar e Poty somaram forças para fazer inicialmente uma série de shows pelo estado com a ideia de apresentar as canções que fazem parte de seus trabalhos individuais e em quarteto, trabalhando a presença das vozes e demais acompanhamentos, valorizando o protagonismo de cada cancioneiro.

Formada por uma banda composta por cinco músicos, o Quinteto Caco Velho tem pesquisa, arranjos, direção musical e vocal principal de Rafael Dezesseis, músico e compositor de Porto Alegre, atual diretor musical do projeto Sindusom. Caco Velho foi um sambista gaúcho que em 12 de Março de 2019 completaria 100 anos. Autodidata, tocava pandeiro, contrabaixo, piano e bateria. Amigo de Luiz Gonzaga, foi também influência declarada pelo próprio Jackson do Pandeiro. Reza a lenda que, ao vê-lo tocar em um hotel na cidade do Rio de Janeiro, Walt Disney se inspirou e criou a personagem Zé Carioca.

Localização

Onde: Rua dos Andradas, 736 - Centro Histórico

Mapa: goo.gl/maps/Upfy8Z5opcpvKLfUA

O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS, criado em 1992, é um equipamento cultural público vinculado a Secretaria de Estado da Cultura e tem por objetivo pesquisar, preservar e divulgar a arte contemporânea regional, nacional e internacional, desenvolvendo propostas educativas que visem à compreensão deste campo da arte em suas várias modalidades.
Dessa maneira, o MACRS tem como tarefa principal ser uma instituição que vincule e promova o diálogo entre a grande diversidade de abordagens criativas em artes visuais e as linguagens artísticas contemporâneas.

QUE RUFEM OS TAMBORES

se as últimas noites foram incríveis, imaginem essa!