Emiliano Castro mescla música brasileira com flamenco

Emiliano Castro. Foto: Pedro Abude/Divulgação

 

Ritmos e timbres latinos e de matrizes africanas, com harmonias e melodias do cancioneiro brasileiro e do choro. Um encontro festivo com instrumentação, canto, dança e poesia. Em 7 Caminos, o músico Emiliano Castro faz dessa convergência o território do seu violão de 7 cordas em repertório autoral. Composições brasileiras que nascem do choro, Villa-Lobos e Tom Jobim, se inspiram no flamenco e se alimentam nas Áfricas e nas Américas genuínas de Paco de Lucía, Bonga e Pablo Milanés.

O álbum 7 Caminos chega com exclusividade ao Sesc Digital nesta sexta (21/8) e nos demais players de streaming em 26 de agosto.

Diferentes tons de violão, sabores, humores e sotaques corporais com grandes mestres, 7 Caminos apresenta composições que têm um profundo respeito e conhecimento do universo flamenco, mas que, por verdades da alma, fazem os caminhos de ida à península e volta ao Novo Mundo, e florescem neste território transatlântico. Um repertório que mescla os palos flamencos – a bulería, a soleá, o tango flamenco e a granaína – com o son cubano, a chacarera e a seresta da música latino-americana.

– É um disco que aproxima culturas e nasce da empatia entre os povos. Revela mesmo conversas musicais passadas que permitiram que estas potências musicais chegassem a ser como são hoje e que sigam se fortalecendo! – afirma Emiliano.

Emiliano Castro (violão 7 cordas) conseguiu reunir um time de respeito. O septeto liderado por ele tem o madrilenho Jorge Pardo (flauta e saxofone), protagonista de diversos capítulos fundadores da história do flamenco e do jazz, o célebre Javier Colina (contrabaixo), jazzista basco residente no flamenco, o “bruxo” e intenso guineense Mû Mbana (voz, tonkorong), que traz os cantos e poesias na língua kriol de seu país e a quem Emiliano dedica uma faixa do disco, Palo Santo, o chileno Camilo Zorrilla (percussão e voz), especialista na música latino-americana e que traz toda a sua experiência camerística, e os brasileiros Luciano Khatib (percussão e bateria), referência das percussões flamencas por aqui e uma espécie ogã de algum orixá andaluz, e a dançarina de flamenco Isadora Nefussi (que gravou sapateados e palmas).

Violonista, compositor, produtor e arranjador, Emiliano Castro gravou em mais de 50 álbuns e diversos projetos audiovisuais. Já atuou por todo o Brasil além da Espanha, França, Holanda, Portugal, Bulgária, Senegal, Peru e Estados Unidos.