44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo divulga premiados

“17 Quadras”. Foto: Mostra Internacional de Cinema em São Paulo/Divulgação

 

A entrega dos prêmios da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo foi realizada durante a cerimônia de encerramento na noite desta quarta (4/11), no Bike in, área externa do Auditório Ibirapuera.

Dois Prêmios HUMANIDADE foram entregues na noite – um para os funcionários da Cinemateca Brasileira e outro para o documentarista Frederik Wiseman. Já o Prêmio Leon Cakoff foi entregue à produtora Sara Silveira.

A solenidade, apresentada por Renata de Almeida e virtualmente por Serginho Groisman, contou com a presença do diretor Walter Salles, que recebeu o Prêmio da FIAF – Federação Internacional de Arquivos de Filmes, órgão que reúne cinematecas do mundo todo.

Os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público foram submetidos ao Júri acima mencionado, que escolheu 17 Quadras como melhor documentário e Eiymofe (Esse é o Meu Desejo) como melhor longa de ficção, além de premiarem com Menção Honrosa a atriz Thiessa Woinbackk, do longa Valentina e o documentário brasileiro Chico Rei entre nós. Outras obras foram escolhidas pelo público e pela crítica brasileira. Os filmes recebem o Troféu Bandeira Paulista (uma criação da artista plástica Tomie Ohtake).

Todos os diretores que tiveram títulos selecionados para a Mostra Brasil poderiam inscrever um novo projeto para concorrer a um prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$ 30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentorias, coaching para o produtor, workshop de audiência e participação em mercados internacionais. O projeto premiado neste ano foi Neuros, de Guilherme Coelho.

O público da 44ª Mostra escolheu, entre os estrangeiros, Não Há Mal Algum, como melhor filme de ficção, e Welcome to Chechnya, como melhor documentário. Entre os brasileiros, Chico Rei Entre Nós recebeu o prêmio de melhor documentário e Valentina o de melhor ficção.

A imprensa especializada que cobre o evento e tradicionalmente confere o Prêmio da Crítica, também participou da premiação elegendo GlauberClaro como o melhor filme brasileiro e Mosquito como o melhor entre os estrangeiros.

Dirigido por César Meneghetti, o longa Glauber, Claro foi escolhido “por apresentar um original exercício estilístico, em que revela a forma visceral com que Glauber Rocha filmava à base de improvisações e muito inspirado no cinema político”.

Já o moçambicano Mosquito, de João Nunes Pinto, leva o prêmio “pela maneira pulsante e criativa como retrata um período histórico ao borrar as barreiras entre o real e o imaginário, construindo uma obra antibelicista ao mesmo tempo em que critica o papel colonizador de seu país”.

Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema também realiza tradicionalmente uma premiação que escolheu o melhor filme brasileiro entre os realizados por diretores estreantes. Neste ano, o eleito foi o longa Êxtase, de Moara Passoni.

O filme foi escolhido pela inventividade com que equilibra o corpo fílmico e o corpo físico, trazendo novas texturas para um tema raro no cinema brasileiro e ampliando as possibilidades do documentário.