Cinema africano online em setembro

“Supa Modo” (2018), de Likarion Wainaina (Quênia). Foto: One Fine Day Films/Divulgação

Entre setembro e novembro, a Mostra de Cinemas Africanos apresenta a nova edição do Cine África, com vários títulos de ficção e documentários, alguns inéditos no Brasil. O projeto online e gratuito traz 12 sessões (10 longas e dois programas de curtas) – todos legendados em português – com filmes de destaque de Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia, Nigéria, Quênia, Senegal e Sudão, além de outras atividades. As exibições serão realizadas no site da plataforma Sesc Digital. O Cine África é uma realização do Sesc São Paulo. Maiores informações no site.

Todas as quintas, a partir de 10 de setembro, a mostra estreia um filme novo, que ficará disponível por uma semana na plataforma, acompanhado de uma entrevista exclusiva com seu diretor ou diretora. Está previsto um bate-papo com o tema Cinemas africanos em contexto digital na live do Cinema da Vela, tradicional encontro no Cinesesc, em São Paulo – que, durante a pandemia de Covid-19, ganhou sua versão online. O Cine África inclui também o curso Cinemas Africanos: trajetórias e perspectivas, com duração de três meses, e o lançamento de um e-book ao final da temporada. A curadoria da mostra é assinada por Ana Camila Esteves.

O filme de abertura é o drama Fronteiras (2017), da diretora Apolline Traoré. Produção de Burkina Faso, acompanha quatro mulheres que fazem uma perigosa viagem do Senegal à Nigéria. Entre os destaques inéditos está a comédia aKasha (2019), de hajooj kuka, primeiro longa de ficção do cineasta e ativista sudanês, que teve sua estreia no Festival de Toronto.

“Fronteiras” (2017), de Apolline Traoré (Burkina Faso). Foto: Les Films Selmon/Divulgação

O Fantasma e a Casa da Verdade (2019), de Akin Omotoso, mesmo realizador do longa Vaya (2016), acompanha uma mulher que tem a filha sequestrada em Lagos (Nigéria). Outros títulos importantes da mostra são Nada de Errado (2019), documentário coletivo sobre imigrantes africanos na Suíça, e o drama queniano Supa Modo, sobre uma menina com uma doença terminal que sonha ser uma super-heroína.

Para Ana Camila Esteves, o recorte curatorial atende à demanda por filmes recentes produzidos na África e sua diáspora nos últimos cinco anos: “A curadoria para este formato online privilegia filmes africanos contemporâneos que já tiveram suas trajetórias em festivais internacionais encerradas, mas que permanecem relevantes e, em sua maioria, não exibidos no Brasil”, resume.

“O Fantasma e a Casa da Verdade” (2019), de Akin Omotoso (Nigéria). Foto: Temple Productions/Divulgação

Ana Camila destaca também os programas de curtas exclusivos Beyond Nollywood, com curadoria da produtora Nadia Denton, que foca em narrativas da Nigéria atual, e Quartiers Lointains, com curadoria da jornalista franco-burquinense Claire Diao, com o tema Afrofuturismo.

“Lua Nova” (2019), de Philippa Ndisi-Hermann (Quênia). Foto: Docubox/Divulgação

 

“Madame Brouette” (2002), de Moussa Sene Absa (Senegal). Foto: Les Productions La Fête/Divulgação

 

“aKasha” (2018), de hajooj kuka (Sudão). Foto: Big World Cinema/Divulgação

 

“O Enredo de Aristóteles” (1996), de Jean-Pierre Bekolo (Camarões). Foto: JBA Production/Divulgação

 

“Rosas Venenosas” (2018), de Fawzi Saleh (Egito). Foto: Red Star Film/Divulgação

 

“The Right Choice” (2017), de Tomisin Adepeju (Nigéria). Foto: Mayan Vije Ltd/Divulgação

 

“O Preço do Amor” (2015), de Hermon Hailay (Etiópia). Foto: HM Film Production/Divulgação