“Domitila”, ópera de João Guilherme Ripper, será lançada em 20 plataformas digitais

Capa. Foto: Coringa Comunicação/Divulgação

Com uma cerimônia de lançamento na próxima sexta-feira (11/9) na Embaixada do Brasil em Lisboa, a ópera de câmara Domitila, do compositor João Guilherme Ripper, ganhará formato digital pelo selo Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa – MPMP, e ficará disponível em 20 plataformas digitais. A gravação é resultado de um trabalho conjunto e colaborativo da soprano Carla Caramujo, da pianista brasileira Christina Margotto, do clarinetista Ricardo Alves, do violoncelista Jed Barahal (todos do grupo Toy Ensemble) e do próprio João Guilherme Ripper.

Escrita em 2000 a partir de encomenda do Centro Cultural Banco do Brasil para a série Cartas Brasileiras, criada e dirigida por André Heller-Lopes, a ópera tem libreto baseado na correspondência amorosa entre D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal) e Domitila de Castro,  a futura Marquesa de Santos.

Desde sua estreia, Domitila foi apresentada em diversos teatros e foi premiada pela Associação Paulista dos Críticos de Artes como melhor obra de música de câmara no ano de sua estreia. Em 2018, a montagem dirigida pelo diretor português Carlos Antunes estreou no Theatro da Paz, em Belém do Pará, com Carla Caramujo no papel-título e os músicos do Toy Ensemble.

A produção circulou por festivais e salas de concertos em Portugal. Em fevereiro de 2019, foi gravada pela Rádio Antena 2 em concerto ao vivo no Auditório do Instituto Superior de Economia e Gestão – ISEG. O brasileiro Ripper é o primeiro compositor não-português a figurar no catálogo do selo Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa.

Segundo André da Cunha Leal, programador do Centro Cultural de Belém (Lisboa), RTP Palco e Rádio Antena 2, “Carla Caramujo e o Toy Ensemble, num diálogo permanente onde tanto o violoncelo como o clarinete parecem ser eles próprios personagens desse enredo, ficando o piano com o papel normalmente relegado à orquestra, provaram ser intérpretes de exceção para a música de João Guilherme Ripper.”