Inscrições abertas para o 2º FIM – Festival Internacional de Mulheres no Cinema

Alinhado com as agendas públicas nacionais e internacionais de equidade de gênero no cinema, o FIM – Festival Internacional de Mulheres no Cinema anuncia para novembro de 2020 a sua 2ª edição. Criado em 2018 por Minom Pinho, com o objetivo de valorizar e premiar filmes dirigidos por mulheres e o protagonismo feminino em tela, o evento está com inscrições abertas para sua Mostra Competitiva Nacional.

Até o dia 10 de setembro, poderão ser inscritos gratuitamente pelo site longas-metragens de ficção, documentais ou de animação dirigidos por mulheres de todo o Brasil. Inéditas ou não, as obras devem ter sido concluídas nos últimos 24 meses. O comitê de curadoria, comandado por Beth Sá Freire e Marcia Vaz, selecionará cinco filmes entre os inscritos e caberá ao público eleger o vencedor, que receberá um prêmio de R$ 5 mil, destinado à sua diretora.

Neste ano, o FIM terá formato inteiramente online, permitindo que sua seleção de filmes, dirigidos e protagonizados por jovens e consagrados talentos femininos, chegue a públicos das mais diversas regiões do país. A programação também trará uma Mostra Internacional (não competitiva) Programas Especiais.

“Em sua 1ª edição, com uma homenagem à Zezé Motta, o Festival celebrou a presença e potência de mulheres atuantes no audiovisual, de todas as raças, origens, expressões e faixas etárias”, afirma Minom Pinho. “Em 2020, talvez ainda mais necessário a partir dos imensos desafios trazidos pela Covid-19, as lutas mundiais contra o racismo e a atual crise do cinema brasileiro, o Festival reafirma a sua determinação de colocar um sonoro FIM à sub-representação de gênero e raça na indústria cinematográfica e iluminar novas sementes, novas narrativas e novas oportunidades”, acrescenta.

De acordo com a última pesquisa de gênero e raça publicada pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), dos 146 filmes lançados nas salas de cinema brasileiros em 2016, menos de 20% tiveram mulheres na direção. Nenhum deles foi dirigido por uma mulher negra. “De lá para cá, tivemos longas-metragens com mulheres negras assinando a direção. Este é um pequeno avanço que precisa ser valorizado e acelerado por iniciativas como o FIM”, reforça a diretora do evento.