O disco “Nenhuma Dor” comemora os 75 anos de Gal Costa

Foto: Carol Siqueira/Divulgação

“É preciso, ó doce namorada, seguirmos firmes na estrada que leva a nenhuma dor.” Lançados originalmente em 1967 e regravados agora por Gal Costa em dueto com Zeca Veloso, os versos do poeta piauiense Torquato Neto (1944 – 1972) inspiram o título do novo trabalho da cantora baiana.

Com capa assinada pelo artista plástico Omar Salomão, o álbum Nenhuma Dor organiza os 10 singles que Gal lançou aos pares nas plataformas digitais desde novembro de 2020. O lançamento oficial é nesta sexta-feira (12/1) também nos formatos físicos: em CD pela Biscoito Fino e em vinil pela Noize Record Club.

Em 10 faixas, Gal faz duetos com os brasileiros Rodrigo Amarante, Seu Jorge, Silva, Criolo, Rubel, Tim Bernardes e Zé Ibarra – além do já citado Zeca Veloso, filho de Caetano Veloso –, com o português António Zambujo e com o uruguaio Jorge Drexler.

Tim Bernardes, Gal Costa e Rubel. Foto: Foto: Carol Siqueira/Divulgação

A concepção e a direção geral são de Marcus Preto, que detalha a seguir o processo de criação do álbum:

“Em meio à pandemia, em maio ou junho do ano passado, Gal me telefonou. Sentia que, nesses dias tão vagos de definição, um público mais jovem do que o habitual estava dando tratamento especialmente afetuoso aos artistas da sua geração. A meninada chegou mais perto do trabalho dela, do de Caetano, Milton, Gil, Chico, Bethânia. Comentei que a sensação dela estava correta e era amparada por números: nunca se consumiu tanta música de catálogo no mundo quanto agora, na quarentena. Canções que a gente já tinha na memória do afeto, trilhas de melhores e mais esperançados tempos passados, voltavam potentes para nos dar estrutura diante das incertezas. ‘Isso me dá ainda mais vontade de trabalhar, de cantar para as pessoas. Você não acha que a música cura?’, ela perguntou.

Era o sinal de que algo estava começando.”

Capa do disco. Foto: Biscoito Fino/Divulgação