Sextou 13 de agosto

 

E não é que sextou justamente em um 13 de agosto? A gente não podia perder a chance de recomendar alguns clássicos do cinema de terror nesta data tão macabra, né?

Então prepara a pipoca e encare estes 13 filmes de horror que selecionamos aqui. Atenção: é melhor não atender ao telefone enquanto estiver assistindo a algum deles – e nunca, sob hipótese alguma, desça ao porão sozinho de noite, ok?

 

  • Sexta-Feira 13 (1980): Impossível não lembrar nesta data do filme dirigido por Sean S. Cunningham que deu início à interminável série com o psicopata Jason Voorhees. Em 1958, um casal de adolescentes foge de um acampamento para passar uma noite romântica juntos, mas os dois são perseguidos por um assassino e mortos a facadas. Em 1979, os dirigentes do acampamento Crystal Lake decidem reabrir o local, apesar do trauma que ainda marca a cidade. Quando novos monitores são contratados, eles começam a desaparecer mais uma vez, assassinados brutalmente, um por um.

 

  • Corra! (2017): Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada branca Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. O filme dirigido por Jordan Peele é pioneiro no terror antirracista.

 

  • Drácula de Bram Stoker (1992): No século 15, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava (Winona Ryder), pois ela se matou acreditando que ele estava morto. Assim, Drácula (Gary Oldman) perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao contratar um advogado, descobre que a noiva deste a reencarnação da sua amada. Deste modo, o deixa preso com suas “noivas” e vai para a Londres da Inglaterra vitoriana, no intuito de encontrar a mulher que sempre amou através dos séculos. A adaptação de Francis Ford Coppola da clássica história do vampiro criado pelo escritor Bram Stoker é um dos mais belos filmes góticos de terror de todos os tempos.

 

  • A Bruxa (2015): Nova Inglaterra, década de 1630. O casal William e Katherine leva uma vida cristã com suas cinco crianças em uma comunidade extremamente religiosa, até serem expulsos do local por sua fé diferente daquela permitida pelas autoridades. A família passa a morar num local isolado, à beira do bosque, sofrendo com a escassez de comida. Um dia, o bebê recém-nascido desaparece. Teria sido devorado por um lobo? Sequestrado por uma bruxa? Enquanto buscam respostas à pergunta, cada membro da família enfrenta seus piores medos e seu lado mais condenável. O filme dirigido por Robert Eggers é um marco do terror contemporâneo e revelou a atriz Anya Taylor-Joy, da série O Gambito da Rainha.

 

  • O Exorcista (1973): Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de 12 anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão. Esse clássico do terror dirigido por William Friedkin e estrelado por Ellen Burstyn, Linda Blair e Max von Sydow ganhou os Oscar de melhor roteiro adaptado.

 

  • O Chamado (2002): Rachel Keller (Naomi Watts) é uma jornalista que decide investigar a misteriosa morte de sua sobrinha. Ela percebe a relação da morte dela e de várias outras mortes com um estranho vídeo, que faz com que todas as pessoas que o assistam morram exatamente sete dias depois. Intrigada com a história, ela agora precisa descobrir um meio que impeça que a profecia se realize, já que ela e seu filho assistiram ao vídeo. A refilmagem hollywoodiana dirigida por Gore Verbinski do filme japonês Ring: O Chamado (1998) chamou a atenção do Ocidente para o ótimo cinema de horror feito nos últimos anos nos países do sudeste asiático.

 

  • Corrente do Mal (2015): A jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Enquanto vive o dilema de carregar a sina ou passá-la adiante, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la e não são vistas por mais ninguém. O filme de David Robert Mitchell destacou-se com um expoente do terror indie.

 

  • A Noite dos Mortos Vivos (1968): A radiação provocada pela queda de um satélite faz com que os mortos saiam de suas covas como zumbis comedores de gente, fazendo com que um grupo de pessoas refugiados em uma casa tenham que lutar pela sobrevivência contra uma horda sedenta de carne e sangue. Esse filme de baixo orçamento de George A. Romero tornou-se um clássico do horror e o iniciador da onda dos zumbis no cinema e na televisão.

 

  • Hereditário (2018): Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram. O cineasta Ari Aster dirigiu depois Midsommar: O Mal Não Espera a Noite (2019), outro destaque do novo terror.

 

  • O Iluminado (1980): Durante o inverno, um homem (Jack Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Shelley Duvall) e seu filho (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo em que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo. O mestre Stanley Kubrick mostrou que também sabia fazer terror adaptando para o cinema o romance de Stephen King.

 

  • Pânico (1996): Sidney Prescott (Neve Campbell) começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da sua mãe, há cerca de um ano. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha começam a receber ligações de um maníaco que faz perguntas sobre filmes de horror. Quem erra, morre. As perguntas seguem uma lógica que será desvendada numa grande festa escolar. O filme dirigido por Wes Craven deu início a mais uma franquia de terror bem sucedida.

 

  • A Bruxa de Blair (1999): Três estudantes de cinema embrenham-se nas matas do estado de Maryland para fazer um documentário sobre a lenda da Bruxa de Blair e desaparecem misteriosamente. Um ano depois, uma sacola cheia de rolos de filmes e fitas de vídeo encontrada na mata. As imagens registradas pelo trio dão algumas pistas sobre seu macabro destino. O assustador longa de Daniel Myrick e Eduardo Sanchez deu início a uma série de filmes de terror com imagens supostamente documentais, como [REC] (2007) e Atividade Paranormal (2007).

 

  • Alien – O 8º Passageiro (1979): Uma nave espacial, ao retornar para Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteroide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação. O filme dirigido por Ridley Scott e estrelado por Sigourney Weaver virou um clássico do terror espacial gótico.