Google Arts & Culture reúne mais de 4 mil imagens de Brasília

 

O Google Arts & Culture lançou recentemente uma mostra online inédita em homenagem à cidade de Brasília, trazendo um mergulho pela sua icônica arquitetura modernista e cena cultural. Em parceria com 19 museus e instituições culturais locais, a coleção Brasília: Um Sonho Construído apresenta um passeio imersivo pelo passado e presente da capital desenhada por Oscar Niemeyer e planejada por Lúcio Costa, por meio de cem exposições virtuais com 4 mil imagens históricas, além de detalhes de 200 obras de arte digitalizadas em altíssima resolução, tours virtuais em 360° pelos principais museus da cidade e recursos educativos para pais e professores.

Considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco desde 1987, Brasília é a primeira cidade da América Latina a ter uma exposição dedicada no Google Arts & Culture – seguindo os passos de outras grandes cidades também reconhecidas por sua riqueza cultural, como Parma, na Itália, e Pittsburgh, nos Estados Unidos.

“Seu plano urbano ousado, a efervescência da sua cena artística e os traços modernos marcantes da capital do Brasil, um dos marcos arquitetônicos mais importantes do planeta, estão, agora, acessíveis para amantes da cultura no mundo inteiro que queiram conhecer ou descobrir em um só lugar os tesouros que fazem dessa cidade um incrível museu a céu aberto”, afirma Luisella Mazza, diretora global de operações do Google Arts & Culture.

 

Jardim Burle Marx, Eixo monumental. Foto: Google Arts & Culture/Divulgação

 

A mostra tem a curadoria e a colaboração de instituições parceiras como o Museu Nacional da República, o Arquivo Público do Distrito Federal, o Instituto de Arquitetos do Brasil, o Museu da Câmara dos Deputados, o Supremo Tribunal Federal e outras 15 instituições sediadas em Brasília.

“O acervo digital sobre Brasília, incluindo o do Museu Nacional da República, representa uma parte da relação entre arquitetura e arte que está na base da construção e concepção da cidade. É muito importante que ferramentas tecnológicas como o Google Arts & Culture deem essa visibilidade em escala internacional”, destaca Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa.

Dos tesouros arquitetônicos e histórias de sua construção, passando pela cena de arte brasiliense, é possível explorar a coleção a partir de três capítulos: História, Arquitetura e Cultura. Veja alguns destaques abaixo:

 

Pintura do forro, Capela Nossa Senhora da Conceição, Palácio da Alvorada, Brasília. Foto: Google Arts & Culture/Divulgação

 

Arquitetura: as mentes por trás da capital

A coleção traz uma seção dedicada ao pioneirismo e trabalho do arquiteto Oscar Niemeyer, uma das mentes por trás da construção da cidade. Entre suas obras está a Catedral Metropolitana de Brasília, que ganhou uma versão em 3D e pode ser vista em realidade aumentada, permitindo projetar o monumento e interagir com ele onde estiver, pelo celular. Na seção “A mente por trás da cidade”, a vida e a obra de Niemeyer são destrinchadas ano após ano, da concepção de suas principais ideias ao encontro histórico com Lúcio Costa e Athos Bulcão.

Ainda é possível conhecer as criações de Niemeyer em ângulos pouco convencionais na seção “Brasília vista de cCima”, proposta pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) – Departamento do Distrito Federal, com imagens aéreas inéditas de paisagens, jardins, parques e prédios icônicos do Plano Piloto, sendo possível ver as escalas urbanas que definem as identidades arquitetônicas e culturais de Brasília.

 

Fontes da Torre de TV. Foto: Google Arts & Culture/Divulgação

 

Antes de Brasília: onde tudo começou

Além de uma série de imagens da construção da capital, um dos destaques da exposição virtual é a seção com registros históricos do Arquivo Público do Distrito Federal, que apresenta eventos fundamentais para o surgimento da cidade. Entre eles estão as trajetórias dos trabalhadores e trabalhadoras que chegaram ao centro do país para construir a cidade.

Cada história é contada a partir das cartas enviadas às famílias, em regiões mais distantes, com relatos emocionantes sobre os dias em que Brasília saía do papel e se tornava realidade. Os documentos podem ser lidos ou ouvidos em uma das experiências mais marcantes da mostra.

As exposições organizadas pelo Arquivo Público também trazem detalhes sobre a história da Praça do Cruzeiro, as viagens das Comissões Cruls – que exploraram a região do Planalto Central muito antes de Juscelino Kubitschek decidir levar a capital para interior do país –, a história da construção do Lago Paranoá e detalhes sobre as obras em diversos outros pontos importantes da cidade.

 

“Marco Zero”. Imagem do Arquivo Público do Distrito Federal. Foto: Google Arts & Culture/Divulgação

 

Uma viagem ao interior dos museus

A experiência pela capital federal também reserva espaço para museus cujo trabalho é preservar a arte e o patrimônio da cidade e do Brasil, do Museu Nacional da República à Fundação Athos Bulcão, passando acervo de arte da Câmara dos Deputados. É possível ainda explorar a mostra a partir de uma seção com cinco artistas brasileiros cujas obras podem ser encontradas no acervo de arte de Brasília ou conhecer de perto as obras de arte expostas na Câmara dos Deputados.

Graças à tecnologia de Art Camera, imagens de mais de 200 obras de artes foram capturadas em ultra resolução, possibilitando uma visão mais detalhada das pinceladas de cada artista. Entre elas estão Buffalo e os Siouxies, de Alice Lara, e a aquarela Sem título (1955), de Anita Malfatti, ambas expostas no Museu Nacional da República – cujo acervo online também conta com outras cem obras de arte digitalizadas, de artistas modernistas e contemporâneos.

Por meio de imagens do Google Street View, os visitantes poderão também percorrer os corredores de seis museus e prédios da capital por meio de tours virtuais em 360° – entre eles, o Museu de Valores, o Centro Cultural Três Poderes e a Câmara dos Deputados.

A cidade de Brasília e seus arredores também abrigam uma vida cultural agitada, agora também acessível no Google Arts & Culture. Será possível visitar instituições como a Biblioteca Pública de Brasília, que reúne as comunidades brasilienses com programação desde o ano de sua fundação, ou ao Complexo Cultural de Samambaia, um farol da cultura brasileira que organiza festivais e eventos.

 

IDA [Instituto de Artes UNB 1999] por Athos Bulcão, Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. Foto: Google Arts & Culture/Divulgação

Brasília também abriga muitas exposições, como Linhas da Vida, retrospectiva sobre a obra da artista visual japonesa Chiharu Shiota, e VAIVÉM, mostra sobre a história e as perspectivas de um objeto simples: a rede – ambas hospedadas no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília.

Por fim, o Cerrado também é um protagonista da coleção. As histórias desse ecossistema, que possui um dos biomas mais antigos e diversificados do planeta, remontam ao início da história da humanidade – e na mostra é possível fazer um passeio de observação de pássaros e ainda a da diversidade de sapos que habitam a região.

Saiba mais sobre a criação e construção de Brasília, descubra a natureza local e a arte indígena do Planalto Central e conheça como a cena cultural se mantém viva na cidade na plataforma.

 

Chichá-do-cerrado (Sterculia striata), Museu do Cerrado. Foto: Google Arts & Culture/Divulgação